{"id":902,"date":"2021-05-10T09:00:00","date_gmt":"2021-05-10T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/rodrigosantosescritor.com.br\/site\/?p=902"},"modified":"2021-05-08T16:59:21","modified_gmt":"2021-05-08T19:59:21","slug":"ipupiara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodrigosantosescritor.com.br\/site\/ipupiara\/","title":{"rendered":"Ipupiara"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>O Ipupiara<\/strong> \u00e9 um dos mitos mais antigos j\u00e1 registrado no Brasil. \u00c9 uma esp\u00e9cie de monstro aqu\u00e1tico gigantesco, metade homem e metade peixe, que j\u00e1 <strong>fazia parte da mitologia dos povos tupis que habitavam o litoral do Brasil no s\u00e9culo XVI<\/strong>. Acredita-se que foi essa criatura que, com o tempo e a interven\u00e7\u00e3o dos europeus, deu origem ao mito da Iara.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/rodrigosantosescritor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/ipupiara-blog-interno-1024x479.jpg\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o de uma criatura meio humana, meio peixe, vista da cintura para cima saindo da \u00e1gua com o texto: &quot;A lenda do ipupiara&quot;\" class=\"wp-image-910\" width=\"NaN\" height=\"NaN\" srcset=\"https:\/\/rodrigosantosescritor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/ipupiara-blog-interno-1024x479.jpg 1024w, https:\/\/rodrigosantosescritor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/ipupiara-blog-interno-300x140.jpg 300w, https:\/\/rodrigosantosescritor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/ipupiara-blog-interno-768x359.jpg 768w, https:\/\/rodrigosantosescritor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/ipupiara-blog-interno.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>O <strong>Padre Jos\u00e9 de Anchieta<\/strong> j\u00e1 cita a criatura, juntamente com Curupira e Boitat\u00e1, na sua famosa <a href=\"http:\/\/www.rbma.org.br\/rbma\/pdf\/Caderno_07.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Carta de S\u00e3o<\/a><a href=\"http:\/\/www.rbma.org.br\/rbma\/pdf\/Caderno_07.pdf\"> <\/a><a href=\"http:\/\/www.rbma.org.br\/rbma\/pdf\/Caderno_07.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Vicente<\/a>, <strong>de 1560<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;Ha tambem nos rios outros fantasmas, a que chamam Igpupi\u00e1ra, isto \u00e9, que moram n\u2019agua, que matam do mesmo aos Indios. N\u00e3o longe de n\u00f3s ha um rio habitado por Crist\u00e3os, o que os Indios atravessavam outrora em pequenas can\u00f4as, que fazem de um s\u00f3 tronco ou de corti\u00e7a, onde eram muitas vezes afogados por eles, antes que os Crist\u00e3os para l\u00e1 fossem.&#8221;<\/p><cite>Jos\u00e9 de Anchieta, maio de 1560<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel ver no relato do jesu\u00edta, que este tipo de criatura, chamado na l\u00edngua nativa de \u201caquele que mora na \u00e1gua\u201c, era mais um dos esp\u00edritos que assolavam os ind\u00edgenas, matando e afogando aqueles que atravessavam o rio em suas canoas. Ainda assim n\u00e3o h\u00e1 nenhuma refer\u00eancia a apar\u00eancia da criatura neste primeiro relato.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Luta contra um ipupiara<\/h2>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m em S\u00e3o Vicente foi feito o registro de um encontro com um ipupiara. Pero de Magalh\u00e3es G\u00e2ndavo, (? -1579), historiador e cronista portugu\u00eas, conta no cap\u00edtulo IX do livro <a href=\"https:\/\/www2.senado.leg.br\/bdsf\/bitstream\/handle\/id\/188899\/Tratado%20da%20terra%20do%20Brasil.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hist\u00f3ria da Prov\u00edncia Santa Cruz, a que vulgarmente chamamos Brasil<\/a>, que em S\u00e3o Vicente, no ano de 1564, o jovem capit\u00e3o Baltasar Ferreira, assistente do capit\u00e3o-m\u00f3r, matou o monstro marinho a golpe de espada.<\/p>\n\n\n\n<p>Resumidamente, a hist\u00f3ria conta que Baltasar tinha uma escrava chamada Irec\u00ea, namorada de Andir\u00e1, tamb\u00e9m escravo, com o qual se encontrava \u00e0 noite, na praia.<\/p>\n\n\n\n<p>Certa noite, ao chegar no local onde se encontravam, viu encostada a canoa do namorado, mas n\u00e3o o encontrou. Depois de cham\u00e1-lo algumas vezes sem nenhuma resposta, resolveu voltar para casa quando ouviu um urro vindo da dire\u00e7\u00e3o do mar. Quando se virou para ver o que era, <strong>avistou um vulto de algo enorme que n\u00e3o se parecia com gente indo na dire\u00e7\u00e3o dela.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/rodrigosantosescritor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Figura-2-Gravura-reproduzindo-o-monstro-marinho-de-Gandavo-e-a-forma-como-foi-capturado.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-906\" width=\"NaN\" height=\"NaN\" srcset=\"https:\/\/rodrigosantosescritor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Figura-2-Gravura-reproduzindo-o-monstro-marinho-de-Gandavo-e-a-forma-como-foi-capturado.png 424w, https:\/\/rodrigosantosescritor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Figura-2-Gravura-reproduzindo-o-monstro-marinho-de-Gandavo-e-a-forma-como-foi-capturado-212x300.png 212w\" sizes=\"(max-width: 424px) 100vw, 424px\" \/><figcaption>Ilustra\u00e7\u00e3o representando o Ipupiara no livro &#8220;Hist\u00f3ria da Prov\u00edncia Santa Cruz a que vulgarmente chamamos Brasil&#8221;, 1576<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A mo\u00e7a correu assustada, chamando aos gritos pelo capit\u00e3o e, assim que o encontrou, contou sobre a criatura assustadora que havia visto na praia. Baltasar foi at\u00e9 a praia, armado com sua espada, onde <strong>encontrou o bicho que parecia um homem de barba e bigode, com dois bra\u00e7os grandes e dentes pontudos que se projetavam para fora da boca.<\/strong> O gigante marinho corpulento caminhava em p\u00e9, roncando alto na dire\u00e7\u00e3o do capit\u00e3o que, desembainhando a espada e a segurando com for\u00e7a, atravessou o corpo do monstro na altura da barriga. O animal tombou pesadamente, urrando com mais for\u00e7a e esguichando sangue.<\/p>\n\n\n\n<p>Os gritos de Irec\u00ea atra\u00edram os guardas da Casa de Pedra e os escravos da vizinhan\u00e7a, e no momento em que eles chegaram ao local, o hypupiara segundo chamaram os \u00edndios, recuperando as for\u00e7as, atacou o jovem capit\u00e3o, que s\u00f3 teve tempo de recuar e dar-lhe uma espadada na cabe\u00e7a, vendo-o, em seguida, se arrastar pesadamente tentando fugir em dire\u00e7\u00e3o ao mar.<\/p>\n\n\n\n<p>Os muitos homens que tinham chegado impediram a fuga do monstro, e o arrastaram at\u00e9 a vila, onde ficou exposto durante muito tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Relatos da \u00e9poca narram que Baltasar Ferreira &#8220;saiu da batalha sem alento com a visagem do medonho animal e t\u00e3o perturbado que quando perguntado o que havia acontecido, n\u00e3o conseguiu responder e ficou assombrado e sem fala por um grande per\u00edodo de tempo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda no mesmo livro, G\u00e2ndavo descreve a criatura como tendo: \u201c<strong>quinze palmos de comprido (cerca de 3 metros)<\/strong> e semeado de cabelos pelo corpo, e no focinho tinha umas sedas mui grandes como bigodes. Os \u00edndios da terra lhe chamam em sua l\u00edngua Hypupiara, que quer dizer dem\u00f4nio d\u2019\u00e1gua&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<br>\n<script async=\"\" src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js\"><\/script>\n<!-- Bloco responsivo - horizontal -->\n<ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block\" data-ad-client=\"ca-pub-6452758226705969\" data-ad-slot=\"9394689777\" data-ad-format=\"auto\" data-full-width-responsive=\"true\"><\/ins>\n<script>\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\n<\/script>\n<br>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mais descri\u00e7\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n<p>Outros relatos de apari\u00e7\u00f5es de ipupiaras indicam a exist\u00eancia de machos e f\u00eameas da esp\u00e9cie. Os machos se parecem com homens de boa estatura, mas com olhos muito fundos. Enquanto as f\u00eameas parecem mulheres, t\u00eam cabelos compridos e s\u00e3o formosas.<\/p>\n\n\n\n<p>As lendas indicam que os ipupiaras s\u00e3o encontrados muitas vezes nas margens de rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Os nativos e quem conhece a lenda tem muito medo de se encontrar com um deles, pois \u00e9 muito dif\u00edcil escapar vivo. Dizem que os ipupiaras abra\u00e7am-se com a v\u00edtima, apertando-a com tanta for\u00e7a que deixam o corpo em peda\u00e7os. Alguns relatos dizem que, depois de sentir a pessoa morta, o ipupiara solta um gemido como de pesar.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas criaturas tem prefer\u00eancia por comer apenas algumas partes da v\u00edtima como olhos, narizes, pontas dos dedos dos p\u00e9s e m\u00e3os, e genit\u00e1lias, por isso muitos corpos de afogados seriam encontrados nas praias com essas partes faltando.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ipupiaras e cultura pop<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A lenda amaz\u00f4nica de homens-peixe e sua origem no Brasil sempre foi profundamente explorada<\/strong> em filmes, desenhos e jogos de videogame, na maioria das vezes sem citar o nome <strong>ipupiara<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No cl\u00e1ssico filme de terror <a href=\"https:\/\/www.adorocinema.com\/filmes\/filme-5144\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O Monstro da Lagoa Negra (1954)<\/a>, o monstro habitava uma remota e desconhecida lagoa localizada numa parte inexplorada da Floresta Amaz\u00f4nica brasileira. A criatura aparentemente era conhecida dos nativos, pois o capit\u00e3o do barco fala de uma lenda local sobre os &#8220;homens-peixe.<\/p>\n\n\n\n<p>Em <a href=\"https:\/\/www.gameblast.com.br\/2019\/10\/darkstalkers-vampire-hunter-capcom-historia.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Darkstalkers<\/a>, jogo de videogame produzido pela Capcom, Rikuo \u00e9 descrito como um \u201cmerman\u201d, que seria o masculino de sereia (mermaid), que mora no Rio Amazonas no Brasil. Essa seria a melhor defini\u00e7\u00e3o de um ipupiara.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro exemplo mais recente \u00e9 o filme <a href=\"https:\/\/www.adorocinema.com\/filmes\/filme-246009\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A forma da \u00c1gua (2017)<\/a>, vencedor de quatro Oscars, em que um ser semelhante a um <strong>ipupiara <\/strong>\u00e9 capturado na Amaz\u00f4nia e levado a um laborat\u00f3rio secreto nos EUA.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ipupiaras aparecem tamb\u00e9m em <a href=\"https:\/\/rodrigosantosescritor.com.br\/site\/anicejara-e-a-luz-de-anhum\/\">Anicejara e a Luz de Anhum<\/a>, o segundo livro da saga de Anicejara, em um encontro inesperado que provoca uma luta eletrizante para escapar das criaturas.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Veja esse conte\u00fado em v\u00eddeo:<\/h3>\n\n\n\n<div class=\"embed-container\"><iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/MTnAwHVyuYk\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen=\"\"><\/iframe><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Ipupiara \u00e9 um dos mitos mais antigos j\u00e1 registrado no Brasil. \u00c9 uma esp\u00e9cie de monstro aqu\u00e1tico gigantesco, metade homem e metade peixe, que j\u00e1 fazia parte da mitologia dos povos tupis que habitavam o litoral do Brasil no s\u00e9culo XVI. 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