Aos profissionais na pandemia

Publicado por em 18 set 20. Textos

Todo final de dia, depois do expediente que costuma ir até às 22 horas, eu acabo pensando na mesma coisa: na galera que “caiu” no teletrabalho por causa da pandemia.

Eu presto serviços em “home office” desde os meus 17 anos, quando comecei a me aventurar a desenvolver sites. Me habituei a resolver problemas por telefone ou por e-mail e a tentar tirar informações relevantes para o trabalho a partir de dados muito restritos.

Atender alguém sem o olho no olho, sem a possibilidade de sentar do lado e tirar dúvidas é muito complexo e demanda muito treino. É estressante e cansativo.

Por trabalhar assim há mais de 15 anos, com o tempo fomos montando uma estrutura aqui em casa:

  • Arrumamos um canto eu que eu pudesse trabalhar;
  • Colocamos uma mesa com gavetas e espaço suficiente para o computador, canetas, papéis para anotar, e etc;
  • Instalamos um painel do lado dessa mesa;
  • Conseguimos uma cadeira de escritório que me permite algum conforto ergonômico;
  • Investimos em um notebook que atendesse, minimamente, a necessidade de muitas horas de uso seguido;
  • Como eu sempre trabalhei online, a impressora não é das melhores coitada, mas ela digitaliza bem os documentos o que é de grande ajuda.

Perceba que foram muitos anos, fazendo uma coisa de cada vez, até ter um espaço adequado para trabalhar em casa.

Além da estrutura física, nós temos toda a organização desse trabalho em casa. As meninas estão acostumadas com o fato de eu fazer reuniões, gravar vídeos e etc.

Mesmo assim, o aumento das horas em teletrabalho faz isso tudo ser cansativo e estressante, mas a organização e a prática ajuda a administrar isso.

Daí fico pensando no pessoal que caiu nisso agora: O computador não está pronto para o tanto de horas que precisa ficar ligado, isso se tiver computador, senão o trabalho tem que ser no celular mesmo. A pessoa não tem um espaço pronto para o trabalho e tem que ficar se virando na mesa da cozinha ou no sofá. A família não está acostumada com esse tipo de rotina, as coisas vão se misturando e tornando a convivência estressante… e por aí vai.

Por isso, acho sacanagem quem diz que determinado profissional “não quer voltar a trabalhar”. Precisamos exercitar a empatia.

Minha solidariedade e admiração por todos que estão se esforçando e fazendo seu melhor para que tudo continue funcionando e enfrentando todo o sofrimento de “levar o trabalho para casa”.

Minha admiração a todos que não tem a oportunidade de trabalhar de casa e se expõe com coragem de quem precisa ganhar o sustento todos os dias.

Minha verdadeira admiração a cada trabalhador e trabalhadora, cada pai e mãe de família, cada ser humano de verdade que faz seu melhor por aqueles que ama em um momento tão difícil.

Lembre-se de quem é o inimigo!

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